Existe um vasto leque de doenças provocadas por reacções alérgicas. Segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (s.d.) as mais frequentes, são:
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Reacção alérgica
MECANISMOS QUE PROVOCAM A REACÇÃO ALÉRGICA
Tipo I - Hipersensibilidade imediata
Anticorpos da Imunoglobulina E ligam-se a mastócitos e basófilos. Dentro de poucos minutos de exposição ao alérgeno, um antigénio multivalente liga se à Imunoglobulina E, activando e degranulando os mastócitos. Mediadores pré-formados ou formados na hora são libertados, e causam dilatação vascular, edema, contracção do músculo liso, produção de muco e inflamação. Metabólicos do ácido aracdônico, citocinas e outros mediadores induzem a fase tardia da resposta inflamatória que ocorre algumas horas depois.
Tipo II - Hipersensibilidade mediada por anticorpos
A reacção citotóxica envolve uma reacção mediada por anticorpos contra antigénios que aderem à célula (do órgão afectado), ocorrendo através de três vias:
• Opsonização e complemento: opsonização das células por anticorpos e componentes do complemento e ingestão de fagócitos.• Inflamação mediada por receptor de Fc e complemento: Inflamação induzida pela ligação de anticorpos com receptores de Fc de leucócitos e pelos produtos de degradação do complemento.
• Disfunção celular mediada por anticorpos: anticorpos anti-receptores perturbam a função normal dos receptores.
Tipo III - Hipersensibilidade mediada por imunocomplexo
Anticorpos Imunoglobulina G ou Imunoglobulina M podem formar complexos com o alérgeno, e serem depositados em tecidos, podendo activar o complemento. Com concentração similar de
anticorpo e alérgeno, a reacção de Arthus, uma resposta inflamatória cutânea e subcutânea (localizada), ocorre da mesma forma que a doença do soro (uma doença sistémica caracterizada por febre, artralgias e dermatites).
Anticorpos Imunoglobulina G ou Imunoglobulina M podem formar complexos com o alérgeno, e serem depositados em tecidos, podendo activar o complemento. Com concentração similar de
anticorpo e alérgeno, a reacção de Arthus, uma resposta inflamatória cutânea e subcutânea (localizada), ocorre da mesma forma que a doença do soro (uma doença sistémica caracterizada por febre, artralgias e dermatites).
Tipo IV - Hipersensibilidade mediada por células T ou tardia
A manifestação mais comum deste tipo é a dermatite de contacto, na qual o antigénio causa inflamação da derme por contacto directo com a pele. A reacção ocorre depois de um período latente de 1-2 dias. A pneumonite hipersensível ou alveolite alérgica é uma doença pulmonar mediada por células T.
Melhorar sintomas das alergias
Há medicamentos que aliviam os sintomas e outros que permitem controlar a reação alérgica. No entanto, os medicamentos não evitam que a alergia regresse após uma nova exposição ao alérgeno. É
importante tratar, mas é mais importante manter a alergia controlada. Em função do tipo de alergia as medidas de prevenção passam por:
· ALERGIA AO PÓLEN: evite passeios nos dias mais quentes, secos e com ventos fortes, mantenha portas e janelas fechadas e ligue o sistema de ventilação com filtro quando andar de carro; tome um banho antes de deitar para remover o pólen da pele e cabelos;
· ALERGIA AOS ÁCAROS: mantenha a casa livre de pó: use aspirador, remova carpetes e tapetes, aspire com freqüência e proteja o colchão e almofadas cobrindo-os com material microporoso; troque as cortinas por persianas, lave a roupa de cama com freqüência e a altas temperaturas (superior a 60 ºC);
· ALERGIA AOS BOLORES: retire as plantas de casa, lave com regularidade os banheiros e areje a casa. Pode também se recorrer a um desumidificador;
· ALERGIA AOS PÊLOS DOS ANIMAIS: evite contato deixando-os no exterior da casa;
· ALERGIA A UM ALIMENTO: leia com atenção os rótulos para confirmar se contêm ou não o alérgeno, e no restaurante informe-se sobre os ingredientes do prato que escolheu;
· ALERGIA A UM MEDICAMENTO: avise o seu médico e o seu farmacêutico sempre que precisar de medicação. Faça-se acompanhar de um cartão com a lista de medicamentos a que é alérgico.
importante tratar, mas é mais importante manter a alergia controlada. Em função do tipo de alergia as medidas de prevenção passam por:
· ALERGIA AO PÓLEN: evite passeios nos dias mais quentes, secos e com ventos fortes, mantenha portas e janelas fechadas e ligue o sistema de ventilação com filtro quando andar de carro; tome um banho antes de deitar para remover o pólen da pele e cabelos;
· ALERGIA AOS ÁCAROS: mantenha a casa livre de pó: use aspirador, remova carpetes e tapetes, aspire com freqüência e proteja o colchão e almofadas cobrindo-os com material microporoso; troque as cortinas por persianas, lave a roupa de cama com freqüência e a altas temperaturas (superior a 60 ºC);
· ALERGIA AOS BOLORES: retire as plantas de casa, lave com regularidade os banheiros e areje a casa. Pode também se recorrer a um desumidificador;
· ALERGIA AOS PÊLOS DOS ANIMAIS: evite contato deixando-os no exterior da casa;
· ALERGIA A UM ALIMENTO: leia com atenção os rótulos para confirmar se contêm ou não o alérgeno, e no restaurante informe-se sobre os ingredientes do prato que escolheu;
· ALERGIA A UM MEDICAMENTO: avise o seu médico e o seu farmacêutico sempre que precisar de medicação. Faça-se acompanhar de um cartão com a lista de medicamentos a que é alérgico.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Sintomas das alergias
Os sintomas da alergia variam também conforme o alérgeno e o órgão que lhe é mais sensível:
· AS VIAS AÉREAS: espirros, nariz congestionado, tosse e cuidado em respirar;
· OS OLHOS: lacrimejantes e irritados;
· A PELE: vermelha, irritada, com coceira;
· SISTEMA DIGESTÓRIO: vômitos e diarréia;
Causas à parte, os sintomas de alergia podem ser intermitentes ou persistentes, e estes, ligeiros, moderados ou graves.
· AS VIAS AÉREAS: espirros, nariz congestionado, tosse e cuidado em respirar;
· OS OLHOS: lacrimejantes e irritados;
· A PELE: vermelha, irritada, com coceira;
· SISTEMA DIGESTÓRIO: vômitos e diarréia;
Causas à parte, os sintomas de alergia podem ser intermitentes ou persistentes, e estes, ligeiros, moderados ou graves.
Alérgenos que provocam as alergias
É possível ser alérgico a uma grande variedade de substâncias.
Os principais alérgenos são:
- PÓLEN: grãos produzidos pelas plantas, suficientemente pequenos e leves para serem transportados por insetos e pelo vento, e entrar no aparelho respiratório;
· ÁCAROS DO PÓ: organismos que vivem no pó e nas fibras usadas na fabricação de carpetes, tapetes, colchões, cobertores, almofadas e bonecos de pelúcia;
· BOLORES: fungos que flutuam no ar, habitando espaços úmidos, como os banheiros e porões;
· PÊLO DOS ANIMAIS: a alergia é provocada por proteínas que existem na pele, na saliva e na urina de animais como cães e gatos;
· ALIMENTOS: por exemplo: leite, ovos, frutos do mar e morangos;
· MEDICAMENTOS: a penicilina ou seus derivados e o ácido acetilsalisílico, entre outros;
· OUTROS: por exemplo, o látex presente nas luvas e preservativos, etc.
Os principais alérgenos são:
- PÓLEN: grãos produzidos pelas plantas, suficientemente pequenos e leves para serem transportados por insetos e pelo vento, e entrar no aparelho respiratório;
· ÁCAROS DO PÓ: organismos que vivem no pó e nas fibras usadas na fabricação de carpetes, tapetes, colchões, cobertores, almofadas e bonecos de pelúcia;
· BOLORES: fungos que flutuam no ar, habitando espaços úmidos, como os banheiros e porões;
· PÊLO DOS ANIMAIS: a alergia é provocada por proteínas que existem na pele, na saliva e na urina de animais como cães e gatos;
· ALIMENTOS: por exemplo: leite, ovos, frutos do mar e morangos;
· MEDICAMENTOS: a penicilina ou seus derivados e o ácido acetilsalisílico, entre outros;
· OUTROS: por exemplo, o látex presente nas luvas e preservativos, etc.
Diversos tipos de alergia
A alergia, dependendo do autor, pode ser considerada de várias formas. A classificação que nos pareceu mais correcta e abrangente inclui:
• Alergia respiratória;
• Alergia alimentar;
• Alergia dermatológica.
Dentro de cada um destes três tipos de alergias podemos subclassificar muitos outros tipos. As alergias respiratórias são as mais comuns, destacando-se a febre-dos-fenos e a asma. Dentro das alergias alimentares, os amendoins e o marisco são os alérgenos que mais reacções provocam. As alergias do tipo dermatológicas podem, por exemplo, subdividir-se em reacções provocadas por alérgenos injectáveis, como a penincilina e o veneno injectado pelas picadas de insectos. Ainda que esta divisão exista em literatura, muitas vezes o mesmo alérgeno pode, por exemplo, provocar reacções dermatológicas e respiratórias.
Sendo as reacções alérgicas mecanismos complexos de resposta imunitária, foi necessário criar uma classificação que abrangesse o maior número possível de reacções alérgicas conhecidas. A terminologia usada para as classificar foi proposta por Cooms e Gel, que classificou quatro tipos:
• Tipo I – reacções alérgicas imediatas;
• Tipo II – reacções citotóxicas;
• Tipo III – reacções do complexo imune;
• Tipo IV – reacções alérgicas mediadas por células.
As reacções de Tipo I (imediatas) são as respostas inflamatórias anafiláticas (muito rápidas) localizadas ou sistémicas mediadas por imunoglobulina E.
• Alergia respiratória;
• Alergia alimentar;
• Alergia dermatológica.
Dentro de cada um destes três tipos de alergias podemos subclassificar muitos outros tipos. As alergias respiratórias são as mais comuns, destacando-se a febre-dos-fenos e a asma. Dentro das alergias alimentares, os amendoins e o marisco são os alérgenos que mais reacções provocam. As alergias do tipo dermatológicas podem, por exemplo, subdividir-se em reacções provocadas por alérgenos injectáveis, como a penincilina e o veneno injectado pelas picadas de insectos. Ainda que esta divisão exista em literatura, muitas vezes o mesmo alérgeno pode, por exemplo, provocar reacções dermatológicas e respiratórias.
Sendo as reacções alérgicas mecanismos complexos de resposta imunitária, foi necessário criar uma classificação que abrangesse o maior número possível de reacções alérgicas conhecidas. A terminologia usada para as classificar foi proposta por Cooms e Gel, que classificou quatro tipos:
• Tipo I – reacções alérgicas imediatas;
• Tipo II – reacções citotóxicas;
• Tipo III – reacções do complexo imune;
• Tipo IV – reacções alérgicas mediadas por células.
As reacções de Tipo I (imediatas) são as respostas inflamatórias anafiláticas (muito rápidas) localizadas ou sistémicas mediadas por imunoglobulina E.
As reacções alérgicas do Tipo II, também chamadas de reacções citotóxicas ou citoliticas, são reacções do tipo antigénio-anticorpo mediadas por imunoglobulina G e imunoglobulina M.
As reacções do Tipo III (complexo imune) ocorrem quando os anticorpos aderem aos antigénios, criando complexos que circulam na corrente sanguínea.
As reacções do Tipo IV, mediadas por células, são mediadas por linfócitos T sensibilizados e não por anticorpos. Este último tipo de reacção alérgica pode também ser chamado de reacção de hipersensibilidade retardada.
Depois da aplicação deste esquema de classificação, verificou-se que existiam ainda possibilidades de reacções de hipersensibilidade não abrangidas por nenhum dos tipos acima descritos. Assim, Roit propôs a segregação de mais dois tipos:
• Tipo V – imuno-estimulantes;
• Tipo VI – citotoxicodade celular mediada por anticorpos.
Esta segregação começou a abranger ainda mais doenças, contudo, nem mesmo este ajustamento do sistema de classificações foi suficientemente alargado para conseguir incluir todas as reacções. É importante também referir que com a evolução mais tipos de reacções vão surgindo, desactualizando o sistema de classificação.
Depois da aplicação deste esquema de classificação, verificou-se que existiam ainda possibilidades de reacções de hipersensibilidade não abrangidas por nenhum dos tipos acima descritos. Assim, Roit propôs a segregação de mais dois tipos:
• Tipo V – imuno-estimulantes;
• Tipo VI – citotoxicodade celular mediada por anticorpos.
Esta segregação começou a abranger ainda mais doenças, contudo, nem mesmo este ajustamento do sistema de classificações foi suficientemente alargado para conseguir incluir todas as reacções. É importante também referir que com a evolução mais tipos de reacções vão surgindo, desactualizando o sistema de classificação.
Alergia
A alergia, é uma resposta anormal do organismo a substâncias que podem ser de origem animal, vegetal e / ou química, geralmente, bem toleradas pela maior parte das pessoas. Refere-se como uma hipersensibilidade adquirida pelo organismo relativamente a uma substância estranha, denominada de alérgeno. O contacto do organismo com o alérgeno provoca uma reacção alérgica, ou reacção de hipersensibilidade, ou seja, reacção do sistema imunitário que provoca lesão nos tecidos corporais normais.
Dá-se o nome de alérgeno à substância (antigénio) capaz de provocar uma reacção alérgica. O antigénio é geralmente uma molécula complexa de proteína ou polissacárido, que introduzida num organismo, provoca a formação final de um anticorpo específico, susceptível de o neutralizar. Depois de o detectar, o sistema imunológico do organismo acciona o anticorpo (proteína que circula no sangue e em todos os líquidos orgânicos), a fim de captar e eliminar / destruir o antigénio estranho e nocivo ao organismo em questão. Os antigénios podem ser provenientes de variadas fontes, entre as quais se destacam as bactérias, os vírus, as substâncias tóxicas, entre outras. Estes podem ser introduzidos no organismo de quatro formas diferentes, como o contacto, a inalação, a ingestão ou a injecção.
Dá-se o nome de alérgeno à substância (antigénio) capaz de provocar uma reacção alérgica. O antigénio é geralmente uma molécula complexa de proteína ou polissacárido, que introduzida num organismo, provoca a formação final de um anticorpo específico, susceptível de o neutralizar. Depois de o detectar, o sistema imunológico do organismo acciona o anticorpo (proteína que circula no sangue e em todos os líquidos orgânicos), a fim de captar e eliminar / destruir o antigénio estranho e nocivo ao organismo em questão. Os antigénios podem ser provenientes de variadas fontes, entre as quais se destacam as bactérias, os vírus, as substâncias tóxicas, entre outras. Estes podem ser introduzidos no organismo de quatro formas diferentes, como o contacto, a inalação, a ingestão ou a injecção.
Há pessoas mais predispostas a desenvolver uma alergia por serem mais sensíveis a determinadas substâncias, encarando-as como se fossem agressivas, apesar de serem comuns. No primeiro contato entre o organismo e essa substância – o alérgeno – há uma resposta do sistema imunológico originando
sensibilização. Num contato posterior são liberados os chamados mediadores, que são responsáveis pelos sintomas.
sensibilização. Num contato posterior são liberados os chamados mediadores, que são responsáveis pelos sintomas.
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