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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Analgésicos comuns no tratamento da enxaqueca

Analgésicos comuns ou simples, são medicamentos que geralmente não precisam de receita médica, e que são encontrados.
Os mais comuns são o ACETOMINOFENO ou PARACETAMOL, cujo nome comercial é tylenol, e a DIPIRONA, com várias formulações comerciais, Doril, Anador, Cibalena.
Muitos analgésicos apresentam também em suas fórmulas a cafeína.
O custo destes medicamentos é baixo, são úteis para crises de intensidade leve a moderada, apresentam poucos efeitos colaterais, mas não são eficazes para crises de enxaqueca mais intensas. Há um grande potencial de cefaleia rebote com o uso excessivo de analgésicos (mais que 3 vezes por semana).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tratamento para enxaquecas

O tratamento farmacológico das enxaquecas pode visar o controle da dor no momento da crise, quando elas são esporádicas e não interferem de forma significativa nas actividades diárias do paciente, ou a profilaxia dos episódios quando os mesmos se tornam incapacitantes. Na literatura, sugere-se numerosas drogas tanto para o tratamento abortivo quanto para o tratamento profilático, especialmente para enxaquecas de difícil controle. 
• Medidas gerais
1. Evitar, quando possível, os factores desencadeantes
2.  Repouso em lugar escuro e tranquilo
3.  Antieméticos por via parenteral quando necessário
• Tratamento abortivo (no início da dor ou durante a aura)

1. Inicialmente um dos seguintes inibidores das prostaglandinas
a)  paracetamol = 10 mg/kg/dose; dose máxima 750 mg ou
b) ácido acetil-salicílico = 10 mg/kg/dose; dose máxima 1000 mg
2. Quando não se obtém o controle da crise, a associação ergotamina (1mg) e cafeína (100mg) pode ser utilizada em crianças maiores e adolescentes. Quando necessário, esta dose pode ser repetida em 30 minutos.
3. O sumatriptano pode substituir a ergotamina em crianças maiores e adolescentes mas não deve ser associada a ela. Por via subcutânea a dose é de 6mg e por via oral é de 100 mg.
• Tratamento profilático

Quando as crises são frequentes com prejuízo das actividades quotidianas, deve-se utilizar uma das seguintes drogas, diariamente, mesmo durante os períodos assintomáticos:
1)  Propranolol: contra indicado quando há antecedente de broncoespasmo. A dose usual é de 2 mg/kg/dia, distribuída em 3 tomadas.
2)  Flunarizina:  A dose é de 5-10 mg 1-2xdia.
3)  Ácido valpróico ( valproato de sódio ): dose inicial de 10 a 15 mg/kg/dia em 2 doses diárias. A dose de manutenção é de 20 a 30 mg/kg/dia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quais as manifestações clínicas das enxaquecas

Factores precipitantes como ansiedade,  exercício físico,  traumatismo craniano, alergia, dieta e ciclo menstrual podem estar presentes. São reconhecidos vários tipos de enxaqueca e dois deles são mais importantes na prática clínica: a enxaqueca com aura (clássica) e a  enxaqueca sem aura (comum). 

- A enxaqueca sem aura é a mais frequente na infância (70%). Não há aura visual ou somatossensorial. A dor pode ser precedida de alterações da personalidade, irritabilidade ou letargia. Estas manifestações iniciais podem durar 30 minutos e são seguidas de cefaleia frontal, recusa alimentar, dor abdominal, náuseas e vómitos. Estes pacientes procuram repousar em lugar escuro e tranquilo (fonofobia e fotofobia) e ao despertar normalmente a dor desaparece.

- A enxaqueca com aura corresponde a 15% das enxaquecas na infância. Ocorre normalmente no final do dia e é precedida por uma aura visual (visão borrosa, luzes coloridas e brilhantes, escotomas) ou somatossensorial (parestesias etc). A duração da aura varia e pode chegar a 20 minutos. A dor frequentemente é unilateral, orbitária, frontal ou temporal. A criança abandona o que vinha fazendo, vai a um lugar escuro (fotofobia) e tranquilo (fonofobia), tenta dormir e ao despertar a dor normalmente desaparece. Dor abdominal, recusa alimentar, náuseas e vómitos estão frequentemente associados. Em alguns casos a dor pode ser precedida ou acompanhada de sinais neurológicos transitórios como paralisia completa ou incompleta do III par (oculomotor), hemiparesia, afasia etc.
O diagnóstico das enxaquecas  é essencialmente clínico e os exames complementares estão reservados àqueles casos  nos quais são encontradas alterações focais no exame neurológico  ou manifestações que indiquem hipertensão intracraniana, como carácter progressivo da dor. Nestes casos, a tomografia computadorizada de crânio é o exame mais indicado.

sábado, 16 de julho de 2011

Alimentos e enxaqueca

Alguns alimentos que consumimos em nossa dieta habitual podem desencadear ataques de enxaqueca, dor de cabeça em pessoas sensíveis, através de uma reacção alérgica. Substâncias presentes nos alimentos podem ser a causa de alterações no tônus vascular e provocar a enxaqueca. Entre estas substâncias estão a tiramina, fenilalanina, aditivos alimentares (nitrato de sódio, glutamato monossódico, aspartame), queijo, frutas cítricas, banana, carne seca, produtos lácteos, cereais, feijão, cachorro quente, pizza, chá, cafeína, chocolate, vinho tinto, cerveja, uísque, destilados em alambiques de cobre. Outro motivo para a enxaqueca é a hipoglicemia.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sinais e sintomas da enxaqueca de acordo com a Medicina Tradicional Chinesa

Os Sinais e Sintomas de Enxaqueca (Cefaleia) segundo a MTC, são: 

- Enxaqueca tipo Vento com Umidade: 
Dor de cabeça é provocada pelo Vento e Frio, a maioria das vezes acontece unilateralmente, pode alterar os lados; às vezes pode ser  sentido na cabeça inteira. As dores podem ser agudas; ou com sensação de pressão; ou uma dor pulsante, no local da dor, às vezes, pode encontrar nódulo. Acompanha nariz entupido com secreção nasal branca ou transparente, saburra branca, pulso tenso ou em corda. Nos casos graves pode ter enjoo, vomito, vertigem, sudorese, e rosto pálido.

- Enxaqueca tipo Ascensão do Yang do Fígado: 
Na maioria das vezes acontece unilateralmente com dor fisgada, acompanha vertigem, calor  no rosto, irritação e nervoso, olho vermelho, boca amarga, língua vermelha, pulso em corda. Muitas vezes é provocada pela tensão nervosa.

- Enxaqueca tipo Estagnação da Fleuma:
A cabeça com dor pesada e pressão, sensação de peso e/ou inchaço no peito ou na região do estômago, tem enjoo, pode vomitar fleuma ou catarro, fezes moles, saburra branca e pegajosa, pulso escorregadio.
 
- Enxaqueca tipo Deficiência do Sangue:
Sensação de cabeça pesada com dor e vista turva, a dor é duradoura melhora com descanso, paciente sente muito cansaço e/ou taquicardia, rosto pálido, geralmente teve hemorragia ou doenças crónicas. Língua clara com pulso fino.

- Enxaqueca tipo Estagnação do Sangue:
Dor de cabeça tipo agulhada de longo tempo, a dor tem local fixo, o olho pode ficar turvo ou escuro, tem queda de memória. A língua tem cor levemente roxa, pulso fino ou áspero.

sábado, 9 de julho de 2011

Diversos tipos de enxaqueca

Vários tipos de enxaqueca existem. Enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura, enxaqueca basilar, enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca hemiplégica familial, enxaqueca retiniana, status enxaquecoso, enxaqueca complicada e enxaqueca transformada (cefaleia crónica diária), enxaqueca menstrual, enxaqueca na mulher e enxaqueca por disfunção da vértebra cervical, são os tipos descritos. Enxaqueca sem aura é a forma mais comum de enxaqueca, é na maioria das vezes o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaleia piora com actividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjoo, e por vezes vómitos. Enxaqueca com aura. Apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenómenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual são descritas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Motivos da enxaqueca

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, com história detalhada, exame físico e neurológico completo. Poderá ser necessário realizar exames complementares (ressonância magnética de crânio, eletroencefalograma...) quando, por exemplo, a dor de cabeça iniciar após os 50 anos, ou quando houver alteração no exame neurológico, história de câncer, doenças infecciosas, história de HIV, ou quando iniciar subitamente, com forte intensidade, não aliviando com analgésicos. 
Para que o indivíduo tenha o diagnóstico de enxaqueca, é preciso que ocorram pelo menos 5 crises de dor de cabeça de moderada ou forte intensidade, de localização unilateral e carácter pulsátil, durando de 4 a 72 h, acompanhadas de náuseas e ou vómitos, sensibilidade à luz e ao barulho, além dela ser exacerbada pela actividade física.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Causas da enxaqueca

Não existe um consenso global quanto a causa exacta da enxaqueca, dor de cabeça.
Sabe-se que a enxaqueca, dor de cabeça, ocorre devido a disfunção, episódica, na libertação de substancias químicas inibitórias da sensação de dor, como a beta-endorfina e a serotonina. Estas substâncias inibitórias existem para que não sintamos dores desnecessárias, como por exemplo o roçar da roupa no nosso corpo.
No indivíduo com enxaqueca, há uma diminuição destas substâncias, então sentirá dor de cabeça intensa, mesmo com as funções normais (fisiológicas) do seu organismo. Por exemplo, a pulsação normal e natural nas artérias da cabeça, que é transmitida pelos nervos trigêmeos e occipitais para regiões cerebrais, será reconhecida como dor, durante as crises de enxaqueca e dor de cabeça, devido não ter ocorrido a devida inibição dessa sensação pelas substâncias inibitórias.
Porém o motivo exacto destas alterações bioquímicas, causando a crise de enxaqueca, dor de cabeça, ainda não foi totalmente definido pela ciência.
A porção superior da nossa coluna é muito delicada, tanto do ponto de vista da quantidade de nervos que se irradiam como de vasos que alimentam o cérebro (o sangue é o transporte do alimento).
Mesmo uma leve espondilolistese (escorregamento latero-lateral) de alguma vértebra cervical pode resultar em dor de cabeça (cefaleia) ou enxaqueca, por muitos anos. Enquanto esta alteração vertebral não for corrigida, o paciente continua com as crises de enxaqueca ou dor de cabeça (cefaleia).
Qualquer anomalia ou desalinhamento que venha a comprimir algum nervo, ou mesmo obstruir, causando estenose funcional, mesmo ligeiramente, a passagem do sangue nesta região delicada (cervical), pode acarretar em dor de cabeça (cefaleia) ou enxaqueca.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Enxaqueca

A enxaqueca é um desequilíbrio químico no cérebro, envolvendo hormônios e substâncias denominadas peptídeos. Esse desequilíbrio resulta de uma série de outros desequilíbrios neuroquímicos e hormonais, decorrentes do estilo de vida e hábitos do portador da doença, e também de uma predisposição genética. O resultado é uma série de sintomas, que podem ir muito além da dor de cabeça. Existem casos de crises de enxaqueca sem, ou com muito pouca dor. Geralmente, porém, a dor de cabeça é o sintoma mais dramático da enxaqueca e sua intensidade, apesar de variável, na maioria dos casos é moderada a severa.
A dor pode ser latejante (pulsátil), em peso, ou uma sensação de "pressão para fora", como se a cabeça fosse explodir.
A localização da dor pode ser variável de crise para crise; raramente dói sempre no mesmo local. A dor pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, inclusive na região dos dentes, dos seios da face e da nuca, gerando confusão com problemas dentários, de sinusite e de coluna.
Os demais sintomas da enxaqueca compreendem náuseas (enjoo), vómitos, aversão à claridade, ao barulho, aos cheiros, hipersensibilidade do couro cabeludo, visão embaçada, irritabilidade, flutuações do humor, ansiedade, depressão (mesmo fora das crises) e lacrimejamento. Um indivíduo não precisa apresentar todos estes sintomas para ter enxaqueca. Normalmente apresentam alguns deles, em graus variados. A duração de uma crise de enxaqueca é, tipicamente, de 3 horas a 3 dias, seguida de um período variável sem nenhuma dor.
A enxaqueca pode ser precedida por varias sensações prodrômicas, como, alteração do humor (euforia em alguns casos, depressão e irritabilidade em outros) e do apetite (vontade de comer doce, ou então perda de apetite), visão embaçada, visão dupla, escurecimento da visão (cegueira parcial) de um ou ambos os olhos, e sensação de estar vendo pontos brilhantes, como se fossem vaga-lumes. Entre outros sintomas estão incluídas diminuições da força muscular de um lado do corpo, formigamentos, tonturas, diarreia, podendo também ocorrer às manifestações visuais já descritas. Usualmente estas sensações começam 30 minutos à uma hora antes da cefaleia.
A frequência da dor é muito variável, podendo ser desde uma vez na vida, até todos os dias, e até várias vezes ao dia, no caso da cefaleia em salvas.
Uma das hipóteses da causa das cefaleias da enxaqueca é que o sentimento ou tensão prolongada cause vasoespasmos reflexos de algumas das artérias da cabeça, inclusive das artérias que suprem o cérebro. Com isso ocorre uma elevação da pressão arterial, que irrita os tecidos intracranianos sensíveis á dor (por exemplo, as artérias e os seios faciais). A tensão muscular, por outro lado, irrita os nociceptores na parte posterior do pescoço e na mandíbula; a dor resultante é enviada á cabeça, ao longo dos nervos cervicais e cranianos.
Enxaqueca ou cefaleia popularmente conhecida como dor de cabeça, é um problema  comum para a população. Muitos pacientes fizeram inúmeros  exames e tratamentos para tentar se livrar da cefaleia, mas é muito difícil de obter um resultado satisfatório. A Acupuntura e a Fitoterapia Chinesa muitas vezes através da teoria da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) conseguem ajudar os pacientes a saírem deste sofrimento.

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